quarta-feira, 10 de agosto de 2011

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Ora, não há muito a dizer, não tenho propriamente nada estruturado ou pensado, estou simplesmente naqueles dias em que de tão agastado, sinto-me apoderado por uma simples, mas enormemente genuína vontade de pegar numa simples caneta e prosseguir. Não sei se por este tempo, imenso diga-se, no qual tal desejo ou sequer necessidade me apoderou, ou pelas saudades de novamente contar com aquela que, em tempos, foi a minha melhor confidente.

No fundo, percorri um longo caminho desde a última vez que tive o prazer de verbalizar e anotar qualquer esboço de pensamento, ideia, sentimento, ou qualquer outra palavra que no fundo simbolize aquilo que escrevo. Não tem sido um caminho fácil, principalmente devido à minha aparente inaptidão para conseguir convencer seja quem a juntar-se a esta demanda sem destino, uma simples caminhada sem luz ao fundo do túnel, sem salvação que apareça, mas que ao mesmo tempo, se trata da única estrada que efectivamente tem um caminho possível de seguir. 

Há quem percorra bosques e florestas trepidantes, carregados de vida e cores, símbolos de esperança durante o dia e do medo durante a noite. Há quem veja nos extremos a magia necessária para prosseguir em frente, tomem essa esperança como verdade absoluta e percam noção da realidade. Eu, pessoalmente prefiro   a cidade, e o seu constante cinzento das infindáveis sequências de prédios de betão armado, sem diferença à vista, com milhões de outras pessoas que, como eu caminham sem rumo e destino, perdidos nas preocupações neles embutidos, sem saída aparente e absolutamente indiferentes ao que se passa em seu redor. Pode ser não ser a melhor solução do mundo, nem aquela na qual mais acredite, mas é a estrada que percorro e de certa forma, habituei-me à falta de cor e esperança, a fase do ódio passou, veio a indiferença. E, pelo menos para mim, ainda bem, pois olhando para trás vejo que finalmente não tenho que me agarrar a esse ódio para sentir Algo e que, com sorte, ainda tenho salvação. E, no fundo, mesmo no cinzento da cidade, isso é o que me faz ter esperança.

4 comentários:

  1. Dizem-me isso com alguma frequência :D mas sinceramente não estou muito interessado no que um anónimo pensa de mim, por motivos algo óbvios :)

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  2. Quem n gosta n comenta.
    E se o fizer deve ser com algo construtivo, senão, isso sim, tornar-se-á ridículo!
    Ps: está muito bom, continua ricardo <3

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  3. Obrigado Cátia :D

    Quanto ao resto , quando permito qualquer comentário, habilito-me a levar com estas coisas :p

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