segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Change

Os seres humanos são seres, no mínimo, bizarros e em constante mudança. Não o ser individual em si que muda, o seu papel dentro de um determinado contexto muda. Na maioria das vezes, mas nem sempre, não é necessariamente melhor ou pior que o anterior (fora as subjectividades associadas), simplesmente diferente. Há várias coisas estranhas associadas a isto, mas avaliando friamente a mudança é sempre constante e não há, pelo menos assim à vista desarmada, grande forma de o contornar. Vários grandes pensadores têm-se debruçado sobre a mudança e, não querendo ser presunçoso ou convencido, vou dar os meus quinhentos sobre este assunto.

Quando se fala em mudança, o mais fácil e talvez melhor exemplo está associado a contexto. E para isso, a mudança em si não interessa nem é particularmente relevante. Isto porquê ? Porque as pessoas em si não mudaram (pode acontecer, mas é muito raro), o que efectivamente muda até pode nem ser a opinião, o contexto muda. E, o contexto obriga a adaptabilidade, mudar padrões, alterar abordagens, uma série de complexos fenómenos com a finalidade de continuar na zona de conforto que cada indivíduo intrinsecamente tem. Aliás, se formos a ver bem , nós humanos somos os primeiros a mostrar resistência a mudar a não ser que não haja outra saída. E por mudança, entenda-se, significa encontrar o seu espaço no novo contexto, e que faz disso o mais complicado na busca do mesmo. É verdade que ninguém disse que era fácil, mas obriga a uma ginástica algo complicada, silêncios tenebrosos, mas o contexto a isso obriga. Contudo, não é pelo simples facto de se estar andar que se esteja a andar em frente, ou seja, não é por se mudar o que está mal as coisas vão tornar-se certas e vice-versa.

Há formas de o contornar? obviamente que sim, mas para isso precisa-se de força de vontade de todos os intervenientes: seja em sociedade, seja em círculos mais fechados. Até pode não resultar no imediato mas com boa-vontade consegue-se chegar a bom porto. Porque uma coisa é certa: um homem só, por mais vontade que tenha, não é capaz de lutar contra essa inevitabilidade sozinho e até pode tentar lutar contra isso que os outros intervenientes, se não tiverem essa vontade, encarregar-se-ão de garantir que isso pare sob pena de causar danos irreparáveis. Pode não ser justo ou democrático, mas é assim que as coisas funcionam: a mudança é inevitável, a adaptação é que pode não ser tão rápida quanto se espera ou pensa e pode gerar algum natural constrangimento. Novamente, não quer dizer que as pessoas tenham mudado ou que a opinião que tinham tenha mudado. Simplesmente o novo contexto obriga a formas diferentes de abordagem e essas só surgem com vontade e com tempo.

No entanto, no meio de tantas mudanças de contextos, abordagens, ou mesmo opiniões para aqui e para ali, não deixa de ser curioso que, apesar de na maioria dos casos as pessoas tratarem-se de forma diferente o que menos muda são precisamente as pessoas. I guess I just don't get it.




"Because things are the way they are, things will not stay the way they are."
Bertolt Brecht


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