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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Vontade e realidade

Peço desculpa desde já aos milhares de pessoas, quiçá milhões, que ainda perdem o seu precioso tempo a vir aqui ler as baboseiras da minha pessoa, no entanto dado ao conhecimento de pessoas que faz pouco tempo iniciaram um blogue eu decidi também meter-me mais nestas coisas e presentear-vos com maravilhosas obras literárias dignas de um prémio nóbel.

Tendo isto em mente, há que ter em consideração que, se se derem ao trabalho de reparar que a minha linha de postagens mudou radicalmente quando voltei a escrever aqui, passando da palhaçada pura e dura para um blogue mais adulto, mais filosófico e, convenhamos, mais melancólico que eu desejaria. Isto deve-se um pouco ao stress acumulado nestes últimos tempos e ao pessimismo que tenho sentido relativamente à humanidade em si. Tudo isto seria facilmente ultrapassável com um Sporting a jogar em condições e de preferência campeão com o Patrício a ver os jogos da bancada, mas mais uma vez a realidade não funciona da maneira que desejaria.

e acho que esta é a história a reter no fim: Por vezes há coisas que por mais sentido que façam na nossa cabeça, não são tão reais como desejaríamos (embora acredite veemente que com uma equipa decente e um treinador que não tenha Paulo Bento no nome o Sporting será campeão 8D), e que por vezes a melhor solução para nós é aquela que mais no custa a tomar. O facto é que nem sempre conseguimos ter o que queremos, muito menos quando andamos em círculos.

De que vale ter um mapa se um fim está traçado? de que serve a terra à vista ser o barco está parado? De que vale ter a chave se a porta está aberta? Ou ainda para que servem as palavras quando a casa está deserta?